Produção Gráfica - Parte 5 - “Classificação Tipografica”


É evidente que não podemos exigir de alguém que nunca estudou Design que não incorrea em erros na elaboração de uma página, seja na diagramação ou nos elementos gráficos. Depois de duas lições com algumas dicas e dados técnicos sobre as fontes, chegou o momento de aprofundar um pouco mais nos "tipos de texto" para finalizar essa parte básica de fontes, que será útil na diagramação de um boletim informativo.

1. Tipos de Texto

Como o próprio nome sugere são Fontes destinadas à composição de grandes textos, como livros, jornais, informativos etc. São caracterizadas pela sua legibilidade, por cansarem menos a vista e por possuírem variantes como: Bold, Italic, Bold Italic etc. Esse Grupo ainda se divide em dois importantes subgrupos, os Tipos com serifa e sem serifa.

Os Tipos com serifas “auxiliam” mais a leitura que os sem. As serifas (ou patilhas) “unem” as letras, ajudando a formação de grupos, as palavras. Elas servem ainda para “guiar” o leitor ao longo de cada linha de um texto, sendo também por isto que são largamente empregadas na composição de livros, jornais e revistas.

Ex:

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Em suma, os "Tipos de Texto" sem serifas devem ser utilizados preferencialmente em textos mais curtos (legendas, destaques, títulos, entradas de notícias, etc.) e/ou como complemento às Fontes serifadas.

Exemplos de textos com serifa:

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Exemplos de textos sem serifa:


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2. Tipos Extra-Texto

As Fontes que fazem parte deste grupo são extremamente eficazes quando aplicadas, por exemplo, em títulos, subtítulos, aberturas de capítulo, cabeçalhos, capitulares (letra de grandes dimensões presente no início do capitulo), anúncios, letreiros, cartazes, posters ou sinalética, porque é nestas situações que elas demonstram todo o seu .poder chamativo.. São Tipos desenhados para captar a atenção do leitor que, pelas suas características .físicas,. não suportam ser compostos em corpos menores que 14 pontos, pois nestes casos as letras perdem todos os seus detalhes (e carácter), transformando.se em .borrões..

Ex:


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3. Tipos Manuscrito

Este Grupo inclui todos os Tipos de letra que parecem ter sido escritos à mão, com o auxílio de uma caneta-de-aparo, um pincel, um lápis ou uma pena. Alguns dos Tipos Manuscritos são uma excelente opção a utilizar em convites de casamento, cartões de Boas Festas, ementas, rótulos de vinhos, certificados ou diplomas.

Ex:


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4. Tipos Góticos

Os Tipos Góticos são caracterizados pelo seu aspecto condensado e angular, onde a ausência de curvas é quase uma constante. No entanto, isto faz com que estes Tipos tenham uma legibilidade reduzida e já não sejam uma boa solução para utilizar em grandes quantidades de texto, pois as letras minúsculas são muito semelhantes entre si. A letra n, por exemplo, é facilmente confundida com as letras i, m ou u. Os Tipos Góticos são uma boa opção para títulos, cabeçalhos e capitulares, ou para fazer a página transmitir a sensação de um documento antigo. Por ter sido bastante usado em textos religiosos, este estilo encontra-se também muito associado à Igreja.

Ex:

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5. Tipos Decorativos

Existem Tipos Fantasia para todos os gostos e situações, desde os quecontêm sombras, texturas, contornos, degrades ou camadas, até aos “mexicanos”, “militares”, “informáticos”, “faroeste” “circo” etc.
Nem “sonhe” compor, com estas Fontes, texto em corpos menores que 14 pontos, e muito menos em grandes quantidades! Alguns dos “locais” mais adequados para elas, são pequenos títulos, logotipos,embalagens, pôsteres e genéricos de filmes ou como letra inicial de um parágrafo (capitular). Cuidado com este grupo! Pense duas vezes antes de utilizar um dos seus elementos, pois muitas vezes a mensagem que quer transmitir, é passada com maior clareza e facilidade através de um dos Tipos mencionado num dos grupos anteriores.

Ex:


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6. Símbolos

São Fontes não constituídas por letras do alfabeto latino. Elas são coleções de desenhos gráficos que incluem setas, círculos, quadrados, sinais, ornamentos, marcas, signos, estrelas, caracteres não-latinos e outros elementos. Por partilharem a mesma tecnologia com os Tipos, os Símbolos podem ser inseridos entre o texto e reduzidos, aumentados, coloridos, invertidos ou rodados, tal como ele. Em resumo, os elementos deste grupo tão característico só devem ser usados quando forem realmente necessários, e nunca para “enfeitar” a página.

Ex:


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Existem muitos livros dedicados a tipografia, pessoas passam a vida toda estudando este universo, mas tudo se resume basicamente em duas regras, é o supra-sumo deste assunto! Estudando essas três etapas postadas no blog e fixando bem essas duas dicas finais é impossível não criar um texto claro e agradável.

1 - Os Tipos devem estar na página para servirem o texto.

2 – Não há bons e maus Tipos. Existem sim Tipos apropriados e inapropriados

Os Tipos podem ser bonitos e decorativos, mas quando chamam a atenção para si ficam difícil de ler, provocam distração tornando inadequados, mesmo sendo atrativos será que gostaria de ler um texto composto por eles?

Se aplicar estas duas regras, usar as bases apresentadas, tudo o que criar será mais legível e compreensível!

Na próxima etapa será analisado um tema interessante e fundamental antes da produção, “as cores”.

Até lá...

Bibliografia:
Guia de Tipos, Miguel Souza, 2002

Thiago dos Santos

1 comentários:

Muito boa sua orientação. Parabens!

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