Produção Gráfica - Parte 7 - “Modelo RGB e CMYK”

Modelo RGB -

Uma grande porcentagem do espectro visível pode ser representada misturando-se luz vermelha, verde e azul (RGB) em várias proporções e intensidades. Onde as cores se sobrepõem, surgem o ciano, o magenta e o amarelo que são as cores secundárias da cor-luz. As cores são criadas acrescentando-se luz.

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O monitor da televisão e do seu computador utiliza as mesmas propriedades fundamentais da luz que ocorrem na natureza.

Como as cores RGB se combinam para criar o branco, também são denominadas cores aditivas. Juntar todas as cores cria o branco, ou seja, toda a luz é refletida de volta ao olho. As cores aditivas são usadas em iluminação, vídeo e monitores. O monitor, por exemplo, cria a cor emitindo luz através de fósforo vermelho, verde e azul.

Imagens RGB usam três cores para reproduzir na tela até 16,7 milhões de cores. Num monitor colorido as cores são formadas pela reunião de minúsculos pontos na tela chamados pixels. A cada uma das três cores (RGB - red - green - blue) é atribuido um valor numérico de 0 a 255. Quanto mais altos os valores, maior é a quantidade de luz branca. Assim, valores elevados de RGB resultam em cores mais claras. Esse modelo de cor apresenta uma desvantagem: ele é dependente de dispositivo. Isto significa que pode ocorrer variação de cores entre monitores e digitalizadores, podendo acarretar um desvio em suas especificações, exibindo assim, as cores de maneira diferente.


Modelo CMYK

As cores do monitor são reproduzidas numa impressora através dos pigmentos. Os pigmentos criam as cores primárias azul, amarelo e vermelho, as quais, juntas, criam outras cores. O método mais comum de reprodução de imagens coloridas em papel é pela combinação de pigmentos ciano, magenta, amarelo e preto.

CMYK significa cian, magenta, yellow e black. Nesse modelo cada cor é descrita com uma porcentagem (de 0 a 100).

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Os pigmentos produzem cor refletindo determinados comprimentos de onda de luz e absorvendo outros. Os pigmentos mais escuros absorvem mais luz. Porcentagens mais elevadas de cor resultam em cores mais escuras.

Teoricamente, quando 100% de azul ciano, 100% de vermelho magenta e 100% de amarelo estão combinados, a cor resultante é o preto. Na realidade, um marrom-escuro. Por isso o pigmento preto precisa ser adicionado ao modelo de cor e ao processo de impressão para compensar as limitações de cor.

O modelo de cor CMYK é chamado de modelo subtrativo de cores porque cria cores absorvendo luz.

A partir da década de 50, os avanços da informática impulsionaram a necessidade de uma referência em comum para cada uma das cores, independente da localidade. Para diminuir a confusão de nomenclaturas, foram definidos, em 1962, nomes padronizados para as principais cores. O fato ocorrido durante a Dupra, uma feira de artes gráficas alemã, teve o envolvimento de diversos países e identificou as cores, relacionando cada nome a seu matiz.

Thiago dos Santos

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